Clubhouse: o que mudou na forma como consumimos conteúdos?

Nos últimos dias, um dos assuntos mais comentados entre os internautas é a nova rede social Clubhouse. Sua popularidade rapidamente alcançou nível mundial e chegou até a ser bloqueada na China, por ser um espaço que não oferece acesso ao conteúdo da conversa e dados dos usuários.

Seria essa nova rede social a transformação da forma que usuários consomem conteúdos? Continue a leitura e fique por dentro de tudo dessa nova plataforma.

Por enquanto, para fazer parte é preciso de convites e possuir um iPhone. Porém, os criadores Rohan Seth, ex-funcionário do Google, e Paul Davidson, empresário do Vale do Silício, anunciaram em janeiro deste ano que a expansão para uma versão Android chegará em breve.

Mas afinal, o que é o Clubhouse? Uma espécie de podcast aberto? Salas de bate-papo entre amigos? Ou uma aproximação mais íntima com influenciadores e influenciados?

Podemos afirmar que é um pouco de tudo isso. O aplicativo promove conversas em áudio por meio de salas, onde os moderadores propõem temáticas a serem debatidas. Não importa se você é uma pessoa famosa ou não, o que vale é a forma como você conduz a conversa e democratiza o diálogo. A melhor definição até agora é podcast ao vivo!

É possível também desenvolver conversas privadas em salas de amigos próximos e outras conexões. Mas não se engane, diferente do WhatsApp, o Clubhouse não é aberto para escrever mensagens, enviar fotos e vídeos ou falar sempre que você quiser. As conversas são apenas por áudio, mas nem sempre você será a pessoa que fala.

Ao entrar em uma sala você automaticamente entra como ouvinte. Localizado no centro superior da sala ficam os speakers, se enquanto eles dialogam você sente vontade de falar, basta o clique em “levantar a mão” localizado no canto direito inferior, dessa forma o moderador pode autorizar ou não a sua fala.

Entendendo a dinâmica

Todas as sala possuem um tempo pré-determinado pelo moderador que a cria, não é possível gravar ou tirar “print screen” das conversas da plataforma. Após o tempo estabelecido, as conversas somem não sendo possível salva-las.

O controle do uso dos microfones dos participantes é exclusivo do moderador, é ele quem autoriza a fala dentro da sala. Além disso, uma única sala pode chegar a ter até cinco mil participantes simultâneos. É muita gente, não é mesmo?

Ou seja, o “novo tipo de produto social baseado na voz, permitindo que pessoas em todos os lugares falem, contem histórias, desenvolvam ideias e criem amizades ao redor do mundo” é parte do futuro que tanto falamos em outros artigos.

Porém, o futuro não seria acessível e diverso?

A plataforma denominada inovadora, é também excludente e inacessível. E não estamos falando sobre a não inclusão de usuários de Android, mas de acessibilidade.

Por exemplo, pessoas que possuem qualquer grau de surdez não conseguem acesso ao aplicativo, ou seja, 500 milhões de pessoas, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Se a única forma de comunicação da rede social é por áudio, como ficam essas pessoas? Da mesma forma que ficam nos outros aplicativos, exclusas. Ou aguardando o desenvolvimento mais inclusivo dessas plataformas.

No futuro ideal a inovação deve ser inclusiva, diversa e coerente. Uma vez que apesar da sua importância, o Clubhouse ainda não é uma transformação na forma com que o mundo consome conteúdos.

É preciso mais atenção ao endeusarmos novidades que de fato são necessárias, porém com poucos recursos ou até mesmo esforços, conseguiriam incluir muito mais pessoas e tornar um espaço mais democrático para todes.

Clubhouse na contramão da performance

Pensando por outro lado, a plataforma vai na contramão da performance, não há fotos ou vídeos, exibição de vidas inalcançáveis, corpos e bens materiais. Ali o que importa é a sua vivência e opinião a partir da voz.

Pautas necessárias que envolvem debates de mulheres negras, feminismo, saúde mental, astrologia, marketing digital e muitas outras, são o tempo todo debatidas com pessoas que já possuem propriedade no assunto, juntamente com pessoas que estão abertas para o diálogo.

E como toda rede social, lá você também encontra futilidades e muito papo bom para conhecer pessoas, desenvolver networking e rir bastante!

Entre prós e contras, é preciso saber equilibrar. Estamos falando de ferramentas poderosas que apesar de não alcançarem todes, podem promover transformações relevantes e muito aprendizado. Certamente o Clubhouse tem feito isso ao vivo, sem filtros ou edições.

Cabe à plataforma ampliar o conhecimento para que os diálogos não fiquem presos em bolhas sociais, propagando conhecimento e ouvindo outras realidades. Ficamos no aguardo!

E você, já teve a oportunidade de ter uma experiência na plataforma Clubhouse? Conta pra gente como foi fazer parte e o que achou dessa novidade nos comentários!

E você, já teve a oportunidade de ter uma experiência na plataforma Clubhouse? Conta pra gente como foi fazer parte e o que achou dessa novidade nos comentários!

--

--

--

10 ANOS produzindo eventos de alto nível e experiências únicas em BH. Se sua noite foi inesquecível, foi a gente que fez.

Love podcasts or audiobooks? Learn on the go with our new app.

Get the Medium app

A button that says 'Download on the App Store', and if clicked it will lead you to the iOS App store
A button that says 'Get it on, Google Play', and if clicked it will lead you to the Google Play store
Box Bold Xperiences

Box Bold Xperiences

10 ANOS produzindo eventos de alto nível e experiências únicas em BH. Se sua noite foi inesquecível, foi a gente que fez.

More from Medium

A Day in the Life of a Senior Web Developer in Motorway

Blue car with a S3LL F4ST (sell fast) number plate, on Motorway branded background

Why I joined Waldo after more than 30 years in software engineering

Should Technology be incorporated into our classrooms?

How i changed my mindset to risk taker It was just few months back, i was an employee of a firm.